7 vícios que todo motorista tem e que são prejudiciais para a vida útil do automóvel

Verdade seja dita: quem é que não quer prolongar a vida útil do seu automóvel?

E, para te ajudar nesse assunto, separei 7 vícios que todo motorista tem, às vezes sem perceber, mas que são prejudiciais, ou seja, você não deve fazer isso se não quiser ter muita manutenção.

Vamos lá?

Pegar no batente

Ao manobrar, é comum segurar a direção hidráulica no fim do curso. Nesse momento, pode-se ouvir a bomba da direção, e até mesmo a correia chiando.

Não adianta ficar forçando o volante no batente, pois as rodas já estão esterçadas ao máximo.

Isso apenas desgasta a bomba da direção e reduz sua vida útil.

Ao perceber que o volante está no fim do curso, alivie a pressão e manobre normalmente.

Não acelere o seu automóvel, utilize o freio

Quando estão em um congestionamento ou semá­foro em uma ladeira, muitos motoristas acabam mantendo o carro parado usando apenas a força do câmbio, acelerando aos poucos.

Isso jamais deve ser feito, pois aumenta a temperatura da caixa e acelera o desgaste dos materiais internos, provocando problemas nas válvulas solenoides e nos discos de acoplamento.

No futuro, a transmissão pode começar a patinar ou dar trancos nas trocas de marcha.

Por causa desse mau hábito, você pode ter de mandar abrir o câmbio para fazer um conserto.

Não vai sair por menos de 1 000 reais (para trocar as válvulas) e pode passar dos 15 000 reais (se a caixa for substituída).

A dica também vale para a transmissão manual.

Segurar o carro em aclives só com a aceleração aumenta o desgaste do disco de embreagem.

O correto nas duas situações é sempre deixar o pé no freio ou manter o freio de mão acionado enquanto o veículo estiver parado.

Fazer ligações perigosas no automóvel

Quando a carga da bateria acaba, o normal é fazer a popular “chupeta”, ou seja, transferir energia de outro veículo por meio de cabos auxiliares.

No entanto, se o seu automóvel tiver chaves codificadas, como a maioria dos veículos atuais possuem, tome cuidado.

Você deve retirá-la da ignição antes de conectar os cabos, pois há risco de queimar o chip eletrônico da chave.

Esse perigo é muito maior nas que não usam a haste metálica para dar a partida, como Renault Mégane, Mercedes, Volvo e importados premium, pois são mais sensíveis à sobrecarga.

Nessa situação, o custo de uma nova chave pode passar de 2.000 reais.

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Forçar a barra

Nunca suba em calçadas sem rebaixamento do meio-fio, pois é um hábito que destrói ou abrevia a vida útil dos pneus, ainda mais se estiverem com baixa pressão.

Dependendo do ângulo de entrada e da velocidade, os danos se estendem à direção e à suspensão.

Se por uma emergência tiver de subir na calçada (para fugir de um alagamento ou acidente), faça-o sempre em baixa velocidade e entre perpendicularmente, tocando ao mesmo tempo as duas rodas no meio-fio.

E, por falar em pneus, vale lembrar que mantê-los calibrados é o melhor recurso para fazê-los durar mais e economizar dinheiro.

Pneus murchos aumentam o consumo de combustível em até 20%, além de acelerar seu desgaste.

 

Nunca pare o seu automóvel sem freio

Nunca deixe um carro automático estacionado na posição P sem o freio de mão acionado.

Isso força a trava do câmbio, pois todo o peso estará apoiado nela – não projetada para o esforço –, provocando dificuldades de engate posteriormente.

O ideal é colocar a alavanca na posição N, puxar o freio de mão, soltar o pedal de freio para se certificar de que o automóvel está totalmente imobilizado e só depois por a alavanca em P.

O mesmo vale para a transmissão manual, a fim de evitar danos na engrenagem da marcha engatada.

 

Relaxar no câmbio

A alavanca de câmbio manual só serve para trocar as marchas, não para descansar a mão quando está num congestionamento.

O péssimo hábito desgasta aos poucos o trambulador, peça esta que faz a comunicação da alavanca com o câmbio.

Em alguns automáticos, como nos BMW mais novos, pode surgir uma folga na alavanca ou problemas nos contatos.

E nada de descansar levemente o pé no pedal de embreagem ao dirigir, pois este é um vício que desgasta o disco de embreagem.

Isso diminui sua vida útil em até 50%, dependendo da pressão no pedal.

A mesma dica se aplica a quem não pressiona o pedal de embreagem até o fim do curso ao trocar a marcha: desgastará o disco em excesso sem perceber.

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Acelerar o automóvel ao desligar

Ainda tem gente que costuma dar uma última acelerada antes de desligar o motor.

É um mito que vem da época do motor de dois-tempos, no qual o óleo era misturado ao combustível.

Acreditava-se que assim as paredes dos cilindros estariam mais lubrificadas e facilitariam a partida no futuro.

Outros acreditavam que no motor de quatro tempos o excesso de combustível ficaria na câmara e ajudaria na combustão no próximo uso.

Com a injeção eletrônica, nada disso faz sentido. O procedimento só desperdiça combustível.

Em alguns modelos com motores turbo, ainda há o risco de a última acelerada interromper a lubrificação da turbina antes de ela parar de girar.

A lógica vale também para o hábito que muitos têm de manobrar o veículo dando várias aceleradas.

E, agora que você sabe de tudo isso, que tal se policiar na hora de dirigir o seu automóvel e praticar o correto para que você não precise se preocupar tanto em manutenções mais caras?

Você sabia de todas essas práticas de motoristas desavisados? Deixe um comentário!

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